
Esta entrevista foi feita por Vivaldo Simão exclusivamente para o Rock de Rua. Trata-se de um bate papo com os músicos Thiago E e José Quaresma, sobre o que foi, o que é e o que será a banda Validuaté. Bom apetite!
Voltando um pouco no tempo e falando sobre o que foi o embrião da Validuaté, a primeira banda de vocês, lá em União, a Papel di Parede era uma banda cover. Havia naquela época essa ousadia de tocar músicas desconhecidas da maioria do público, como Augusta, Angélica e Consolação, do Tom Zé ou O Mundo, de André Abujanra, como vocês fizeram no IV festival de cultura em Oeiras?
Quaresma: Não. Infelizmente não havia ainda essa atitude, pelo menos com artistas como esses que você citou. Como fazíamos aquela música de barzinho, de churrascaria, as músicas novas do repertório restringiam-se às novidades do rádio ou algum lançamento dos artistas que ouvíamos na época. Aqui em Teresina é que a coisa se ampliou. Primeiro porque conheci muita gente nova e de bom gosto, algumas bandas e artistas que produziam suas coisas por aqui. Mas eu gostava de inserir canções desconhecidas para o público. Gosto dessa coisa didática do artista, de apresentar de meio que ensinar algo através da música. O Tom Zé e o Abujamra vieram somente na fase Validuaté da coisa. Parte da culpa disso é do Thiago que sempre gostou de ver a beleza nas estranhezas do mundo. Hoje vejo tudo a partir dessa ótica também, mas com mais ponderação. É o meu jeito.
Quando foi o momento da epifania, em que vocês se tocaram para a necessidade de se firmarem como banda que cria seu próprio som?
Quaresma: Eu já tinha me cansado de ficar tocando as mesmas canções de todos os barzinhos. Eu já não me empolgava mais. Não tinha surpresas. Eu sempre fui inquieto pra aprender as coisas. Desde quando comecei a tocar violão eu já fui logo tratando de inventar canções, mesmo sem saber o nome dos acordes. Então eu comecei a compor e mostrar essas canções nas apresentações nos bares. As pessoas gostavam, mas insistiam em querer ouvir aquelas canções batidas de barzinho. Ademais, havia a história dos festivais. Tocávamos uma vez por ano em Teresina, num Festival chamado Chapadão. Sem resultados financeiros, mas com mais experiência e pé no chão, partimos para a construção de uma banda com proposta diferente do que fazíamos e que nos levasse a algo mais consolidado.
“Pelos Pátios Partidos em Festa” passeia por estilos musicais dos mais variados e soa exatamente como um disco de estréia: uma colcha de retalhos sonoros.Todo disco de estréia reflete um pouco das influencias musicais de uma banda e as de vocês parecem ser colhidas da chamada “mpb maldita”, de gente como os já citados: Tom Zé, André Abujanra e também Jorge Mautner, os tropicalistas, Chico Science e gente nova como Los Hermanos…Que outras influencias menos obvias vocês tiveram no processo de criação desse disco?
Quaresma: Creio que as coisas que ouvimos na infância, talvez as músicas que se ouvem pelos ônibus, pelas praças… Não sei bem. Na verdade não paro muito pra pensar em o que me influenciou, ou me levou a fazer uma canção ou outra. Isso pode ser ocupação de apreciadores, ou mesmo os depreciadores quando se nos atribuem comparações esdrúxulas, o que não é o caso aqui!. Por sorte as analogias têm sido interessantes. Às vezes eu me pego dizendo: Ah! Eu quero fazer uma música assim, como fulano. Mas na hora de fazer mesmo, as caras ganham outro corpo.
Thiago: Pelos Pátios Partidos em Festa é um disco que celebra a alegria do ser humano, a parte contente das pessoas, mas não esquece da melancolia, sendo levemente triste em algumas passagens, mas essa coisa, às vezes taciturna, é só para realçar de vez a importância de se sentir bem, de estar vivo de fato, respirando, absorvendo as emoções e trabalhando muito. Da,í acredito que eu, todos nós, quando compomos ou damos alguma sugestão numa música, retiramos essa opinião da nossa vivência total, ou seja, as influências de conversas, livros tanto poesia como prosa (no meu caso, mais da poesia) ou mesmo de trabalhos universitários, ou ainda leves e profundas constatações como, por exemplo, considerar o simples fato de que “a terra é redonda”(como diz o Quaresma – risos). O Vazin (guitarrista) tem muito traço do metal pesado, o Wagner(baixista) tira muitas coisas também de músicas de orquestra, um instrumental dito “clássico”, o Jr. (guitarrista) tira mais coisas da mpb tradicional e o John Well(baterista) toca na igreja e já tem outras histórias, outros pitacos para acrescentar nessa miscelânea. Especificamente, no nosso primeiro disco, tem uma citação do Lima Barreto tirada do livro Triste Fim de Policarpo Quaresma que confirma e fortalece a saudação geral à alegria e à leitura, desejando um mundo com pessoas mais sutis e democráticas.
As canções do CD estão creditadas ora ao Quaresma ora ao Thiago e se não me engano há duas parcerias da dupla. Como o processo de composição das canções se desenvolve?.Que tipo de interferência os outros integrantes, talentosos como já pude ver, causam nesse processo?
Quaresma: Na maioria dos casos, já apresento letra e música pronta. Mas já aconteceu e eu musicar um texto do Thiago, ou de ele escrever a partir de uma melodia que eu tenha inventado. Os outros músicos entram na feitura dos arranjos, pondo sua pessoalidade em função do conjunto.
Thiago: cada um no grupo tem sua forma particular de criar. Quanto a mim, eu dou muita atenção ao texto da canção, tenho mais facilidade para escrever (talvez seja esse meu defeito de fabricação – risos) – é minha “dor e delícia” e diversas vezes retiro alguma passagem literária e faço uma música, ou duas, como é o caso dos textos de “Céu por cento” e “O mar e o pano”. Eu tava muito doente e eis que abro uma revista antiga e tinha uma citação do poeta Garcia Lorca que me melhorou e dizia assim: “o mar sorri de longe, dentes de espuma, lábios de céu”. Eu vi tanta beleza nisso que pensando nessa citação do Lorca fiz quase que ao mesmo tempo os textos de “Céu por cento” e “O mar e o pano”. Minhas músicas saem das minhas impressões do mundo, porém nem que eu queria, não consigo sair da via-veia literária. Muitas vezes eu faço uma letra depois o Quaresma musica, ou ele faz uma música e depois eu ponho letra, ou faço as coisas isoladamente mesmo. O Quaresma na maioria das vezes compõe o instrumental das músicas (sem letra) e poucas vezes escreve textos avulsos. E ele tira música de fatos mais corriqueiros mesmo. Acredito que meu processo seja mais caótico e depois vou juntando os fragmentos pra compor. O Vazin e o Jr. também compõem, mas por enquanto ainda não quiseram pôr nenhuma música deles na banda e daí que a outra parte de nós entra mais nos arranjos das canções.
O projeto gráfico do encarte está muito bonito, bem feito. Duas perguntas de fã curioso: A capa é referencia a certo verso da faixa título? E a distribuição dos versos da canção em forma de texto em prosa no encarte é proposital? Porque isso me dá uma impressão de uma insinuação da influencia literária, da boa prosa, que é tão evidente nas letras de vocês?
Thiago: O projeto gráfico, das fotografias da gente nas camisetas e todo o encarte foram pensados pelo Quaresma. E aproveito a oportunidade e agradeço ao fotógrafo André Leão Agx a força e dedicação com nosso trabalho. É dele a fotografia da contracapa (a banda com os guarda-chuvas) como também as de dentro do encarte, e um fato curioso sobre a capa do disco: o Quaresma tava fazendo o making-off das fotos no Prédio da Previdência Social, no centro, e acabou que a imagem mais adequada à capa saiu desse making-off do Quaresma – risos. A idéia da capa, a princípio, era que fosse uma imagem das letras do disco e terminou ficando a de um verso da faixa-título “pelos pátios partidos em festa”: “tu abrias o sonho louco do querer em excesso / tu puxavas um armário aberto balançando um lençol azul”. Esse texto eu tinha feito sozinho e depois quando o Quaresma e eu começamos a musicá-lo, modificamos algumas passagens da letra que tem um caráter onírico no qual o eu - lírico amante se encontra num lugar de imagens fantásticas, de sonho real – surreal. A disposição das frases do texto não é para evidenciar nada a respeito de prosa não. Em verdade, essa passagem que eu fiz, veio de uma história que um amigo meu, o Demétrios Galvão contou sobre uma conversa dos poetas paulistas Roberto Piva e Cláudio Willer num bar. Dizendo o Demétrio, que os poetas estavam conversando quando passou um caminhão de mudança com toda a bagagem exposta na parte traseira do caminhão e eis que tinha um armário trepidando na carroceria batendo as portas violentamente ao passo que um lençol azul balançava, dançava ao vento com a grande velocidade com que o caminhão passou. Quando chegaram em casa, os poetas Roberto Piva e Cláudio Willer descobriram que o André Breton (artista surrealista) havia morrido no mesmo dia. E eles ficaram dizendo que o caminhão surreal com o lençol azul era o espírito do Breton se despedindo. Não sei se isso é verdade, mas achei a história bonita e resolvi acreditar – risos. Veio daí o verso já citado da canção: do sonho da morte do André Breton.
Embora tenha sido a música a escolhida pra canalizar a criatividade de você, existe uma interferência muito grande de outras artes. A banda tem um q de teatralidade no palco. Tem a ligação com a poesia e literatura nas letras, como já foi dito. O apuro com o trabalho gráfico, com a imagem, enfim. Tudo desaguando na música de você. Mas existem planos de algumas incursões por esse outros rumos, que não o da música?
Thiago: Vivaldo, eu fiz teatro um tempinho, uns anos. Na verdade estou louco pra voltar. É uma das minhas vidas. O teatro pra mim é onde o artista conhece sua totalidade de comportamento, totalidade espiritual, totalidade apaixonada de coletividade – numa relação simbiótica – um mutualismo com os outros do grupo – um conhecimento interminável do próprio corpo e do outro. E acho interessante “exagerar”, como num teatro esquisito, minhas atuações nas apresentações da Validuaté.
Estou falando muito de teatro porque agora me deu saudade repleta de alegrias serenas e enlevadas e extasiantes – risos! A Validuaté não tem uma produção fora da banda. Digo: somos nós mesmo que fazemos tudo. Desde compor as canções até ir atrás de lugares pra tocar… Então não é de se espantar que nesse ritmo em que a gente vive, “Às Próprias Custas S. A.”, a gente se meta a passear por outros veículos artísticos além da música, como por exemplo: agora estamos pensando nos vídeo-clip’s de algumas cantigas e : concomitantemente pensando-escrevendo roteiro e analisando o trabalho que vai dar pra criar as imagens. Para quem não sabe, o Quaresma é um bom pintor e talentoso desenhista e tem muitas sacadas interessantes pra filmagens bonitas – risos! Ele fica maquinando na cabeça dele incessantemente muitos garatujes e muitas fotografias e muitos movimentos de câmera (ele é bom nisso!) pra nos ajudar a experimentar mais a contento qualquer veículo áudio-visual… Além disso eu penso em mais-na-frente-não-muito-distante lançar livros de poesia. Já conversei com o Quaresma sobre algumas idéias que tive pra ele ilustrar os poemas ficar uns livros agradáveis. E pelo brilhar dos átomos de meu coração até o fim do ano deve sair – digo até o fim doano devido ao intenso trabalho desenvolvido nesse começo de 2008 com osegundo cd, o “Alegria Girar”. E já adiantando algumas coisas… por enquanto deverão ser 3 histórias pra criança e pra quem se interessar.Serão: “O mar e o pano”, “O escuro” e “A lenda do Peixe Francês”.
Acredito que irão gostar – risos!
Durante a década de 80, as bandas brasileiras tendiam a soar como as bandas inglesas e americanas (punks, pós-punks ou new wave). A partir da década de 90, as bandas surgidas começaram a sinalizar para outras tendências como o reggae e a música latina mas desde Chico Science o rock brasileiro parece busca abrasileirar-se mais, tanto na parte musical quanto na estrutura poética das letras, pegando estruturas do Repente, por exemplo. Uma espécie de “revival” tropicalista menos anárquico. A Validuaté figura nesse cenário em construção. Existe uma intenção consciente de se enquadrarem nesse movimento emergente?
Quaresma: Gosto muito da idéia de sermos livres para inventar as coisas. Inventar no sentido de chegar a uma síntese interessante de coisas postas no mundo das pessoas inquietas. Pode não ser uma síntese nova, mas é uma síntese nossa, com a nossa cara. Não sei se comporei algo em inglês, mas me anima a idéia de experimentar outras línguas. Talvez as lá do velho mundo, algo de francês, alemão… Mas o jeito de fazer música sempre será brasileiro.
Thiago: Na verdade não é uma coisa nem outra: a gente não pretende se enquadrar em nenhum “movimento emergente” e nem nos deixamos levar apenas pelas “influências” porque daí a Validuaté giraria em torno de eixos alheios e seria uma um desperdício ser mera repetidora de fórmulas prontas pelos outros. Não queremos isso. Estamos num processo de triturar, moer, digerir, regurgitar e redeglutição de tudo que nos afeta – tanto positivamente como maldosamente (risos) para, a partir disso, criamos nossas apresentações. Sabemos que leva muito tempo e muito estudo pra podermos dizer que temos um trabalho dito “novo” ou “original”: ninguém vive fora do tempo e nossas vidas são amalgamadas à história de outras pessoas também. Então a gente não pensa muito nessas questões se é “new wave”, “dark”, ou um “pop mais alegrezinho”, estamos é pesquisando e fazendo canções que possam ser boas de escutar porém continuando contra esse P.lano de O.cupação P.síquica difundido pelas rádios pra nos robotomizar(risos.)
Já que citamos o rock brasuca dos anos 80, a Validuaté parece se distanciar o máximo possível do som daquela época. É uma aversão aos anos 80 ou vocês também gostam da nossa produção musical roqueira daquela geração? O que, por exemplo, vocês ouvem daquela fase do nosso rock?
Quaresma: Eu particularmente não tenho ouvido quase nada do rock oitentista. Já ouvi muito, e como coisa do passado. Não gosto de ter saudades das lembranças alheias. Lembro de um bocado de coisa que ouvia no rádio, na TV, mas entendo que era a música daquela época. Um tipo de lembrança que não é saudade. Foi um momento importante em nossa música, e que necessariamente contribuiu para que chegássemos à música feita hoje. Mas cada tempo na sua coisa. O bom de hoje é a liberdade de pôr vários tempos numa só coisa e assim ter alusão a diferentes tempos e ao mesmo tempo representar um que é nosso. Gosto de música de hoje e de ontem, mas não me prendo mesmo aos 80.
Thiago: rapaz, eu não conheço muito. Pra tu ter uma idéia eu ouvi “Dias de Luta” do Ira lá em Oeiras ano passado (risos). Mas não há nenhuma aversão da minha parte não. Gosto de algumas coisas em especial. Gosto dos Titãs daquela época. E assim: uma das minhas bandas prediletas dessa época não é nacional mas eu adoro… que são os Smiths. Se o som da gente não parece em nada com anos 80 é uma conseqüência natural da nossa audição de outras coisas. Mas eu gosto daquela caixa de bateria oitentista que explode… faz pááááá… pááááá…e parece que vai ter um apocalipse (risos).
Há um reboliço criativo muito grande na Validuaté, a ponto de mal tendo lançado o primeiro disco vocês já estarem preparando o segundo. Vamos falar um pouco sobre esse próximo registro do trabalho de vocês? O que já está definido e o quem virá de novo em relação ao primeiro?
Quaresma: O segundo álbum se chama Alegria Girar, e é resultado de um projeto contemplado pela Lei A. Tito Filho, a lei de incentivo a projetos culturais de Teresina. Estamos trabalhando em arranjos das músicas novas. Ainda não sei ao certo o que virá de diferente. E isso me excita muito, não conhecer o disco que teremos. Só sei que será muito bom.
Thiago: é verdade! Quem viver, verá!
Vai rolar regravação da belíssima versão que vocês fizeram de “Eu preciso de você”, do Marcio Greyck?
Quaresma: Sim. Ela deverá ser gravada nesse segundo disco. Conhecemos o Márcio ano passado, em Altos. Uma pessoa muito iluminada. Foi uma das melhores coisas que nos aconteceram.
Thiago: o Márcio Greyck é uma pessoa adorável! Conversamos um tempão com ele, falamos sobre o disco dele “Corpo e Alma”, lançado em 1971, que tem a música “Eu Preciso De Você”. Ele dando explicações do que acontecia na época, quem fazia sucesso, relembrando outros tempos e dizendo: “Eu tava apaixonado pela mulher dos meus filhos… “eu tava me sentido mais experiente…”, “Bicho, naquele tempo eu era cheio de ilusão” (risos). Conversar com ele foi muito divertido e emoções aos turbilhões. Foi uma tietagem explícita a um grande compositor e intérprete da música romântica brasileira. Gravá-lo será um acontecimento.
Como foi abrir pro Caetano Veloso? Deu pra trocar figurinhas?
Quaresma: Foi estranho. Tocamos bem cedo. As pessoas estavam chegando. Pouquíssimas pessoas tiveram acesso ao Caetano. Nós ficamos de fora e bem de longe. Ainda cheguei a entregar um CD demo ao baterista dele, Marcelo Calado. Falamos rápido e logo depois ele sumiu numa van. Mas foi uma boa experiência. Pelo menos rendeu pontos no currículo.
De onde saiu essa idéia das camisas personalizadas e de cada um usar a camisa com a imagem de outro integrante? Tem algum significado ou é só mais uma traquinagem de vocês?
Quaresma: A idéia era voltada inicialmente para a composição da foto da contracapa. Tinha a imagem na minha cabeça e na hora da execução deu um trabalho danado. Mas acabou saindo melhor que encomenda. Um trabalho em conjunto com o fotógrafo André Leão. Usar as camisetas com s caras uns dos outros foi uma atitude anti-narcisista, de demonstração de afeto, e ao mesmo tempo uma traquinagem. Para descobrir quem veste a camisa com a cara de quem é preciso comparar com outras fotos, inclusive com a foto interna do encarte, para quem comprar o disco.
Pra quem não mora em Teresina é bem difícil o acesso ao CD, dado a escassez de um grande mercado musical no Piauí. De que modo vocês pretendem driblar esse obstáculo da distribuição e divulgação? E onde a gente pode conseguir esse material por enquanto?
Quaresma: Por enquanto quem não mora em Teresina terá de esperar um tantinho só. É provável que o disco seja disponibilizado para venda pela internet. Ou então mandaremos pelo correio mesmo. A gente dá um jeito.
Fechando nosso diálogo: Quais os projetos da banda pra 2008? Em que pé anda a idéia de fazer videoclipes?
Quaresma: Estamos aprumando argumentos, idéias e roteiros. Tudo deve ser como as coisas que a gente tem feito: todo mundo envolvido até os cabelos. Vamos apelar para iniciativas criativas em virtude dos altos custos que geralmente envolvem produções áudio-visuais. Lançamos o DVD coletivo Amostra Cumbuca Cultural, junto com as bandas Batuque Elétrico, Captamata e Conjunto Roque Moreira. Temos os segundo disco vindo por aí e os videoclipes. Mas tenho certeza que a gente vai aprontar um bocado de coisa esse ano. Felicidades a todos!
Parabéns Vivaldo!
Tá muito boa a entrevista.
stefano ferreira
March 31st, 2008
Excelente a entrevista. Impressionante como o entrevistador, demosntrando domínio do assunto, conseguiu trazer relevância para o material. infelizmente quase não vemos entrevistas desse nível aqui no Piauí.
Parabéns!
Thiago Alves
October 5th, 2008